Besouro do amendoim

Vou tentar passar a experiência que tive ao criar o besouro do amendoim (Palembus dermestoides) para servirem de alimento para os meus killies. Espero que este texto ajude aos que pretendem alimentar killies com comida viva, pois posso garantir que os resultados são excelentes e se os killies pudessem falar, iriam agradecer.

Para criar o besouro do amendoim, você vai precisar de uma cultura inicial, um recipiente fechado (mas com uma passagem para o ar), um pedaço limpo de pano, tela com furos pequenos, amendoins sem casca e eventualmente alguns legumes para servirem de fonte de água.

Para mim, a parte mais difícil foi conseguir a cultura inicial. Com um pouco de sorte você poderá encontrar alguém que crie estes besouros e está disposto a te fornecer alguns. Mas se este não for o caso, várias lojas de peixes vendem culturais iniciais e na internet existem alguns sites de lojas especializadas em alimentos vivos. Me escrevam caso tenham dificuldades em conseguir besouros, como vocês já podem ter desconfiado pela foto ao lado, forneço besouros regularmente para uma loja de Brasília e acredito que eles enviam pelo correio.



Cultura inicial


Larvas se alimentando

Bem, vamos ao que interessa : Coloque os amendoins no recipiente, pode ser um pote de sorvete limpo. Não ponha muito, dois dedos de altura já são o sufiente. A tampa deve ter um furo de uns cinco centímetros de diâmetro coberta com uma tela de furos bem pequenos ou um pedaço de meia feminina, para permitir a passagem de ar. Coloque a cultura inicial, com amendoins e tudo. Dobre o pano uma vez e o coloque sobre os amendoins, as larvas irão se esconder lá, mas não cubra toda a colônia com o pano. Feche o recipiente e espere.

Esperar quanto? Vai depender de quantos besouros sua colônia inicial tem e do ânimo dos seus colonos. Não tenha pressa. Estes bichinhos se reproduzem rapidamente e logo você terá mais larvas do que você precisa.
Larvas? Como assim? Nós não estávamos falando sobre besouros? Sim estamos, mas os killies comem as larvas. Os besouros não são muito apreciados. As larvas, por outro lado... Bem, você verá!
Para alimentar os killies, basta coletar as larvas que ficam na dobra do pano e servir. Coloque uma larva soltando-a perto da água para ela não afundar e observe. O killie irá estranhar o "gesto" no início, mas logo ele será capaz de pular fora da água para tirar a larva dos seus dedos. Lembre-se que o peixe deve ser grande o suficiente para ser capaz de engolir a larva, alevinos e peixes jovens devem ser alimentados de outra maneira.

A manutenção é muito simples :

- Verifique diariamente se a colônia não está sendo atacada por formigas ou por outro predador qualquer.
- Quando a colônia já tiver larvas, coloque um pequeno pedaço de batata ou de cenoura para servir de fonte de água (ver a segunda imagem) e espere um pedaço ser consumido para por outro.
- Acrescente mais amendoins quando estiverem acabando.
- Reinicie a colônia quando a quantidade de sujeira (restos de alimento e excrementos) estiver muito grande.

Agora a melhor parte : As larvas podem ser congeladas para serem servidas aos killies depois. Eu utilizo um pequeno recipiente de vidro com uma rolha. Coloco o excedente da minha produção lá e uso como alimento quando a produção de larvas diminue (no inverno, por exemplo). Basta tirar algumas larvas do congelador, esperar um pouco até descongelarem e servir para os peixes.

Procure variar a alimentação dos seus peixes com outros tipos de alimento, de preferência vivos e você irá notar como eles ficam bonitos e saudáveis. As fêmeas põem mais ovos e os machos ficam mais coloridos e sadios.

Vermes do Vinagre

Verme do Vinagre (Turbatrix aceti)

Verme de VinagreVerme nematódeo diminuto (1 a 2 mm), que se alimenta de bactérias existentes no vinagre em fermentação. Se mantém vivo em água doce (não conseguindo se reproduzir nestas condições), muito mais que os micro-vermes. Ideais para alevinos recém nascidos.

Sua cultura é simples e não demanda maiores cuidados. É recomendável após a colheita, lavá-los em água corrente muito bem, para não desequilibrar o pH do aquário. Principalmente em aquários com pouco volume d'água.

Cultivando seus Vermes do Vinagre

Turbatrix aceti ou Anguillula aceti: Vermes-do-vinagre, também conhecidos como enguias-do-vinagre, são nematóides aquáticos diminutos (1 a 2 mm).

Cultura fotografada com super macro

Eles aparecem naturalmente em barris de vinagre não pasteurizados, alimentando-se de bactérias existentes no processo de fermentação, e são excelentes para alimentar alevinos de quase todas espécies de peixes de aquário. Principalmente para alevinos minúsculos como de: Bettas splendens, Colisas, KilliFishs, etc.

Os vermes-do-vinagre são mais compridos que a artêmias recém-eclodidas (náuplios), mas têm um diâmetro menor - os peixes conseguem comê-los antes de conseguirem comer náuplios de artêmias. No aquário os vermes irão deslocar-se com qualquer corrente, mas se não existir corrente, irão subir à superficie (uma grande vantagem sobre os microvermes que se concentram no fundo, onde acabam morrendo em poucas horas).

Como todo verme branco, são constituídos de maior quantidade de lipídios (gordura), que tem função energética e para que nutricionalmente funcionem bem, devem ser associados a alimentos vivos mais protéicos como: daphnias, moinas, alonas; e depois que os alevinos crescerem mais, até com náuplios de artêmias salinas (estes mais ricos em proteína, mas pobre em lipídios).

Os lipídios fornecem energia ao corpo, enquanto que as proteínas fornecem aminoácidos importantes ao crescimento.

Também podem ser utilizados para estimular a eclosão de peixes como os Killifishs, quando colocados na água, junto aos ovos prestes a nascer. Ou mesmo em caixas com alevinos de bettas para estimular o instinto de caça, que não resistem à frenética movimentação deles.

A principal vantagem do verme-do-vinagre em relação a outros usuais micro-organismos oferecidos para alevinos atualmente (ex.: microvermes e náuplios de artêmias salinas), é a sua capacidade de se manter vivo fora do meio de cultura (vinagre de maça), por muito mais tempo, dentro do aquário. Isto se não for devorado de imediato. Apenas não se multiplica. Graças a isto, não suja/contamina a água, caso você erre a mão na quantidade oferecida, evitando as complicadas e necessárias sifonagens e TPAs, para limpeza de fundo e água, tão comuns e nada raras, quando se oferece microvermes e náuplios de artêmias salinas, em quantidade exagerada.

Para cultivar dispensam cuidados resistindo por muito tempo caso se esqueça da cultura, não precisando abrir para troca de ar nem repor alimentos com freqüência.


Para cultivar você vai precisar:

Kit básico para início de uma cultura

  1. 1 inóculo de cultura.

  2. 750 ml de vinagre de maça (normalmente uso da marca/fábrica Castelo).

  3. 1 maça vermelha mediana (fruta fresca).

  4. 250 ml de água descansada, isenta de cloro e metais pesados.

  5. 1 vidro transparente de boca larga de aproximadamente 1,3 litros, com tampa.

  6. 1 pedaço de meia-de-nylon feminina, para tampar a boca do vidro (evitar predadores).

  7. 1 pedaço de elástico de costura, para fixar esta meia na boca do vidro.

  8. 1 puçá de nylon 180 ou 200 fios.


Iniciando a cultura:

  1. Misture no vidro o vinagre de maça (750 ml) e a água (250 ml).

  2. Corte a maça vermelha mediana em fatias e coloque-as no meio de cultura que você acabou de preparar.

  3. Abra o saquinho plástico que contém o inóculo da cultura, dobre o plástico de forma a deixar uma gola suficiente para permitir que o saquinho fique boiando no meio de cultura.

  4. Coloque o saquinho do inóculo boiando no meio de cultura por 30 minutos. Tempo mais do que suficiente para equalizar a temperatura do inóculo, com a temperatura do meio de cultura.

    Equalizando temperatura e pH do inóculo com o meio de cultura

  5. Feita a equalização da temperatura dos líquidos, vamos iniciar a equalização do pH. A cada 30 minutos adicione um pouco do líquido do meio de cultura no saquinho plástico que contém o inóculo, até dobrar o seu volume.

  6. Feche a boca do vidro com o pedaço de meia-de-nylon feminina, com a ajuda de um pedaço de elástico de costura.

  7. Identifique a data de início da cultura, para seu controle e acompanhamento.

  8. Deixe a tampa do vidro repousando sobre a boca, sem rosqueá-lo.

  9. Coloque o vidro em local seco, recebendo pouca luz (indireta) ou nenhuma, e que fique numa faixa de temperatura entre 22 e 30 °C (faixa ideal).

Cultura recém iniciada.

O "pulo-do-gato" (segredo) está na equalização da temperatura e pH. Não tenha pressa, seja paciente e serás recompensado(a).

Em 15 (quinze) dias você terá uma colônia de vermes-do-vinagre exuberante. Coloque o vidro contra a luz e verás uma nuvem de vermes agitando-se no meio de cultura, notadamente mais próximos da superfície. Nem será preciso usar uma lupa para observá-los.

Caso se deixe a população crescer bastante, aos poucos os vermes começam a subir pelas bordas do recipiente (e as vezes também ocorrerão paramécios e rotíferos), acima do nível do meio liquido, em meio a uma colônia de leveduras que geralmente cresce em cima da cultura.

A colônia dura meses. Quando boa parte da maça se desmanchar, adicione outros pedaços em substituição. Se for preciso repor o meio de cultura, mantenha a proporção de 2/3 de vinagre de maça e 1/3 de água.


Como coletar e oferecer aos alevinos:

  1. Passe o puçá de nylon 180/200 fios no meio de cultura, próximo a superfície, onde existirão milhões de vermes esperando ansiosamente por serem coletados.

    Coletando vermes-de-vinagre no meio de cultura

  2. Deixe escorrer o líquido todo. Apenas os vermes maiores serão capturados pelo puçá de nylon 180/200 fios.

  3. Lave os vermes em água corrente, bem suavemente (com a chamada "água mole"), por aproximadamente 40 segundos.

    Lave os vermes-do-vinagre em água corrente

  4. Vire o puçá do avesso e chacoalhe-o em um pote com água limpa, descansada e isenta de cloro, para desprender os vermes nesta água.

    Em nosso caso, como usamos um puçá de aro fixo, viramos o mesmo, deixando seu fundo para cima (o elemento filtrante) e jogamos água limpa, descansada e isenta de cloro, de forma a derrubar os vermes no pote.

    Despeje os verme-de-vinagre num pote com água descansada e sem cloro

  5. Com a ajuda de uma seringa ou conta-gotas, sugue porções de água com vermes e pulverize em vários pontos do aquário de cria.

    Sugando os vermes-do-vinagre com seringa, para distribuição


Replicando sua cultura:

É conveniente e seguro replicar sua cultura em 2 ou 3 potes, no mínimo. Assim, se lago der errado, você terá outra(s) cultura(s) para se socorrer, sem que seus alevinos sejam prejudicados.

Outro motivo é se você tem um plantel grande e precisa fazer muitas coletas diárias. É preciso dar um tempo para a cultura se recompor, após as coletas.

Tendo várias culturas, opte por coletar alternativamente em potes diferentes, a cada coleta. Assim você garantirá que todas as culturas se mantenham abundantes, por muuuuuuito tempo.

Se você perceber declínio em sua cultura, prepare imediatamente um novo meio de cultura e replique a colônia, para garantir que não haja interrupção na alimentação dos alevinos.

Para replicar a cultura, siga o procedimento descrito no tópico "Iniciando a Cultura", se valendo de inóculo de qualquer uma de suas outras culturas.

Sucesso!



Tubifex

Tubifex (Tubifex sp.)

TubifexTubifex vivos, congelados ou desidratados reforçam o programa de alimentação. Estimulam o crescimento do corpo e aumentam a fertilidade do peixe.

O Tubifex vivo é difícil de coletar na natureza ou de se achar nas lojas especializadas. Uma vez obtidos, são difíceis de manter vivos. Por essa razão, a maioria dos criadores preferem usá-los nas variedades congeladas ou desidratadas.

Na natureza eles vivem em condições muito sujas e são difíceis de limpar adequadamente, mesmo nas formas congeladas e desidratadas. Podem ser fontes de doenças parasitárias.

Cultivar seu Tubifex

Coleta:

TubifexÉ possível, se o lugar apropriado é localizado, coletar tubifex vivo seguindo-se algumas instruções bastante simples.

Em geral, esta operação requer dois dias para ter êxito. Depois de identificado o lugar onde há tubifex, é colocado nas proximidades um pedaço de polietileno ou plástico de bom tamanho (um metro, por exemplo). Sobre o plástico se colocam várias folhas de papel (jornais).

Com uma pá ou instrumento apropriado se retira várias porções de lodo onde se esconde o tubifex e se coloca sobre os jornais que formam "bolos" de 30/40 cm de comprimento e 20 cm de altura cada um.

Se nós temos certeza que esses “bolos” de lodo recebem sol forte, possivelmente o processo de coleta conclui possivelmente no mesmo dia, algumas horas depois. À medida que o calor e a evaporação avançam, as lombrigas pequenas vão se deslocando para o fundo [do bolo de lodo, chegando até as folhas de jornal] à procura do ar fresco e a umidade indispensável para a vida delas. Depois de 6/8 horas eles terão chegado às folhas de jornais e terão formado "bolas" de lombrigas que ficam emaranhadas, umas nas outras, para manter a umidade com seus próprios corpos. Eles ficarão deste modo durante o tempo inteiro que permanecerem dentro do "bolo" e morrerão desidratadas se não as retirarmos.

É o momento de revolver o lodo e separar as “bolas" de tubifex que foram formadas. Se as manuseamos envoltas em papel úmido, logo as limpamos enxaguando-as várias vezes em água corrente e procedemos deixa-las debaixo de um gotejamento de 48/72 horas para limpa-las [melhor] antes de fornecê-las aos peixes.

O lodo restante será colocado no lugar de qual foi tirado já que haverá uma grande quantidade de ovos de tubifex que nascerão e eles nos permitirão novas coletas no futuro.


Criação:

Não se pode criar tubifex se não dispusermos dos seguintes elementos:

  1. Água que circule permanentemente por meio de gotejamento rápido;
  2. Um tambor de pelo menos 60 litros, cortado longitudinalmente em duas metades (meia cana);
  3. Um lugar à sombra.

Criadeira de tubifex

A metade do tambor cortado é colocada sobre um cavalete ou qualquer outro elemento que o separe alguns centímetros do chão.

Pintamos com uma mão de tinta epoxi. É dividido longitudinalmente em três setores usando-se ladrilhos ou placas de fibrocimento da altura do tambor conforme indicado na figura. Os ladrilhos ou placas [de fibrocimento] não devem se apoiar no fundo do tanque, deixando aproximadamente uns 3 cm de espaçamento.

O setor do centro será usado de forma que a água circule enquanto ambas as laterais serão os espaços onde os tubifex serão cultivados. O ponto de escape das águas será alto alguns centímetros do fundo, de modo que a água sempre permaneça dentro do meio do tambor. Neste espaço [o central] serão colocados aproximadamente 8 cm. de terra de jardim que cobrirão todo este setor, e sobre ela os 2 cm de areia. Em ambas as laterais se colocarão 20 cm de terra de jardim.

Deste modo uma imitação de um canal é formada, com sua corrente de água central e suas margens. A corrente de água central manterá úmido todo o cultivo, já que como mencionamos antes, as placas de fibrocimento estão afastadas alguns centímetros do fundo, permitindo que a água aja por capilaridade.

Para iniciar o cultivo se colocam vários montes de tubifex nas laterais de terra e se procede fechar o ponto de escapamento de água de forma que o cultivo inteiro seja inundado durante uns poucos minutos.

É então destampado [para que o excesso de água flua] e [é, também,] esparramado na terra das laterais, uma camada de farinha de cereais (aveia, cevada, etc) ou preparado nutritivo para bebês (Neston, Farinha Láctea etc). Cobre-se ligeiramente com terra esta camada de cereais, deixando que a água entre por gotejamento permanente, formando uma corrente de água muito suave no centro.

Também é possível alimentar o cultivo com fatias muito finas de batata (de 2 ou 3 mm), além do cereal já comentado, que deverá ser reposto a cada 3 ou 4 dias.

Os tubifex se reproduzirão depressa embora você não possa perceber a não ser pelo movimento que produzem na superfície de terra quando eles formam seus tubos através dos quais expelem seus detritos para a superfície.

Para coletá-los devemos proceder conforme mostramos acima (no item Coleta de Tubifex).

Toda a lama que sobrar da coleta e da lavagem do tubifex deverá ser devolvida à cultura já que esta [lama] conterá uma infinidade de ovos destas pequenas lombrigas.

É importante manter a cultivo em lugar fresco e coberto com um tecido fino para evitar a entrada de moscas ou mosquitos.


Tubifex liofilizado:

Tubifex liofilizadosOcasionalmente é possível achar no comércio oferta de tubifex liofilizado. Este produto é apresentado em cubos pequenos de 7/8 mm de lado e com um aspecto de cortiça.

Embora nem todos os peixes aceitem (aqueles que só comem alimento vivo custam a aceitar ou nunca aceitam), em geral é bem aceito. Basta cortar cada cubo em vários pedaços e aderí-los ao vidro na parte interna do aquário por meio de uma pressão forte com os dedos. Os peixes irão desprendendo os tubifex à medida que eles são hidratados.

Em alguns países é fornecido congelado. Da mesma forma que no [caso] anterior, tem a vantagem de não transmitir enfermidades devido ao processo pelo qual são submetidos para a sua comercialização.

Microvermes

Microverme (Anguilula silusiae)

Micro-VermeExcelente alimento para filhotes e adultos, os microvermes são pequenos vermes brancos, de forma cilíndrica, que alcançam no máximo 3 mm de comprimento.

Seu uso prolongado e/ou em demasia pode distender o abdome do peixe, mudando sua anatomia.



Cultivar seus microvermes

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Este material tem como objetivo incentivar e apresentar aos criadores hobbystas de Bettas splendens a prática de cultivo de alimentos vivos para introdução na dieta do seu plantel, com apresentação de detalhes práticos, pinceladas de informações científicas (o básico) e muito de nossa experimentação. Não temos a pretensão de apresentar aqui um trabalho científico, e nem temos competência técnica para tal. Não somos os donos da receita infalível, tão pouco podemos oferecer garantias ou assumir responsabilidades se sua cultura não vingar.

Estamos compartilhando o pouco que sabemos com você, como leigos e criadores hobbystas da espécie, na expectativa de poder ajudá-lo em sua criação.

Se você pode contribuir apresentando: sugestões, críticas, informações adicionais, correções, dicas úteis, etc; por favor, escreva-nos (falecom@bettabrasil.com.br). Antecipadamente agradecemos e prometemos registrar aqui sua valiosa contribuição.


APRESENTAÇÃO

Os microvermes (Anguilula silusiae) se apresentam geralmente com tamanho variando entre 1 e 3 mm de comprimento, se movimentam continuamente, possuem forma cilíndrica, são translúcidos e não apresentam segmentação.

São muito prolíferos. São excelentes como opção alimentar para os primeiros dias de vida de alevinos pequenos, ricos em gordura e proteína. É possível basear a dieta nos microvermes até que os peixes possam ingerir outra forma de alimento como: náuplios de artêmias, moinas, daphnias, enquitréias, etc.


PARA INICIAR A SUA CULTURA DE MICROVERMES VOCÊ VAI PRECISAR

  • Embalagem plástica com tampa (que vede bem) e transparente, de aproximadamente 1 litro
  • Saco plástico preto, capaz de envolver o pote escolhido
  • Pincel de cerdas macias
  • Água descansada, isenta de cloro
  • Farinha de aveia
  • StartUp de cultura (inóculo)

Kit para início de cultivo


OBTENDO O “STARTUP” (INÓCULO) DA CULTURA

Sem dúvida a melhor forma de se conseguir o “StartUp” (inóculo) da cultura é com outros criadores que fazem cultivo de microvermes para alimentação do plantel, mas na falta ou impossibilidade de se ter acesso a um, o jeito é cair no mercado, em sua maioria informal (uma grande loteria).

Sugerimos que negocie com o vendedor a remessa sempre pelo meio mais rápido possível, o que pode significar aumento no custo do frete. Entrega rápida, cultura preservada. Pondere e não faça a chamada “economia porca”.


PASSO A PASSO

Coloque no pote um pouco de farinha de aveia, aproximadamente 1 cm de altura (não mais do que 1/3 da altura do pote). Adicione água de forma lenta e vá mexendo, para produzir um “mingau” com consistência parecida com mel (encontrar este ponto é o 1º grande segredo para manter suas culturas de microvermes vivas). Mais para líquida (densa) do que para sólida. Mexa bem e deixe descansando por 24 hs aproximadamente. Decorrido o prazo, se for preciso, adicione mais água, até se obter a consistência de mel novamente.

Mingau de aveia

Adicione o “StartUp” da cultura (inóculo) e mexa suavemente com o pincel. Evite agitar o “mingau” demais, para que ele não suje a parede do pote.

Feche o pote e envolva-o num plástico preto, de forma a isolá-lo da luz e a ajudar a manter a cultura numa temperatura mais estável. Guarde-o em local quente (algo em torno de 26 °C é o ideal) e seco.

Embalagem para isolar a cultura da luz e ajudar a manter a temperatura elevada

Diariamente abra o pote e mexa suavemente a cultura com o pincel, para permitir que os gases da fermentação venham à superfície do “mingau” e se dissipem. Se possível, faça isto 2 ou 3 vezes ao dia (mexer a cultura diariamente, no mínimo 1 vez, é o 2º grande segredo para manter suas culturas de microvermes vivas).


COLETA E OFERECIMENTO AOS PEIXES

Dois dias após o início da cultura, já é possível fazer coletas. Quando você abrir o pote diariamente, antes de mexer a cultura, vai observar os microvermes subindo nas paredes do pote, milhões deles, e depois de alguns instantes, eles se aglomeram formando uma placa visguenta.

Microvermes

Passe o pincel suavemente nesta placa, chacoalhe o pincel num pote com água e jogue esta água no aquário. Ofereça sempre em pequenas quantidades e em pontos diferentes do aquário de engorda. Os microvermes serão vistos descendo para o fundo do aquário e mesmo antes de chegar ao fundo começarão a ser devorados pelos alevinos. Após alguns minutos será possível observar (quem tem bom olho ou com um auxilio de uma lupa) milhares de microvermes que escaparam de ser consumidos de imediato, tremulando no fundo do aquário e levam muito tempo para morrer (12 hs) quando lá estão.

Os alevinos nesse momento estarão próximos ao fundo catando esses microvermes que estão no chão do aquário. Nunca coloque o pincel direto dentro da cultura de microvermes para servi-los, pois isto poluiria a água do aquário com a aveia da cultura, o que pode matar os sempre frágeis alevinos.

Você vai sentir cheiro de fermentação sempre que abrir o pote da cultura. É normal. com o tempo você se acostuma com ele. Não é nada exagerado. Lembre-se, a cultura deve ser mexida com o pincel diariamente, no mínimo uma vez, para permitir que os gases da fermentação se dissipem (2º grande segredo para manter suas culturas de microvermes vivas).


MULTIPLICANDO RENOVANDO A CULTURA

Sempre mantenha 2 ou 3 potes de culturas ativas para servir aos seus peixes e a cada 15 dias renove as culturas. Feita a renovação, espere que comecem a produzir e jogue fora as antigas.

O procedimento da multiplicação e renovação da cultura é o mesmo usado para iniciar uma. Só que agora você não precisa buscar fora o “StartUp” (inóculo), você já tem, só precisa transplantar uma colher de sopa da outra cultura (“mingau”) para o novo pote. De resto, tudo igual.


MÉTODO ALTERNATIVO DE CULTIVO

Uma variação que nos foi passada pelo Sr. Pedro Emídio Leite Moraes Ferreira - Fortaleza/CE (nossos sinceros agradecimentos), que testamos e deu muito certo, precisa ser compartilhada:

Cultura no Pão de Forma Integral de Aveia

  1. pegue uma fatia de pão integral e borrife água sobre ela, sem ensopá-la;
  2. coloque o inóculo de microvermes sobre a fatia de pão molhada; e
  3. acomode esta fatia num pote com tampa e depois recubra-o com um plástico preto.

Em poucos dias sua cultura estará em condições de permitir coletas. Faça uso de um pincel com cerdas macias para promovê-las, seguindo as mesmas orientações apresentadas para o cultivo tradicional. Este método oferece a vantagem de não precisar fazer aerações constantes na cultura, para eliminação dos gases.

Artêmias

Artêmia (Artemia sp.)

ArtêmiaTambém chamada de "camarão-de-salina", é um pequeno crustáceo que vive em lagos ou lagoas cuja água contenha alguma salinidade (água salobra) ou em salinas (com níveis elevados de salinidade), e encontram-se em todos os continentes do planeta.

Os náuplios de Artêmias, recém-eclodidos, são um excelente alimento para os peixes recém-nascidos, também peixes de pequeno e médio porte, com elevado valor nutritivo, e por isso bastante utilizados por criadores de várias espécies de água "doce" e "salgada". São fornecidos vivos e agüentam cerca de 24h com vida dentro do aquário, reduzem o risco de poluição da água e estimulam o lado predador dos peixes, que adoram perseguir e "caçar" os seus alimentos.

Como cultivar suas Artêmias

Sem dúvida alguma, os náuplios de artêmias salinas, recém eclodidos de seus cistos, são a base alimentar dos alevinos de Bettas splendens em cada 9, entre 10 estufas de criadores brasileiros, sem medo de exagero.

Há quem ofereça apenas os náuplios de artêmias, logo após o saco vitelino do alevino estar esgotado. Pulando a fase de oferecimento de infusórios, paramécios, rotíferos, vermes-do-vinagre e até mesmo daphnias. Mesmo sabendo que nem todos os alevinos irão conseguir se alimentar deles, por serem grandes para algumas das pequenas bocas. Mesmo os menores náuplios. É óbvio que o processo seletivo da sobrevivência dos maiores e melhores preparados já se instala no plantel bem cedo. Os menores não sobreviverão.

Eu prefiro introduzir os náuplios aproximadamente na segunda semana de vida do alevino. Mas isto não quer dizer que o manejo descrito acima esteja errado, apenas não é o meu. Mas é importante trazê-lo a luz e você decide qual será o seu caminho.

Abaixo vou apresentar como faço a eclosão dos cistos de artêmias salinas, de forma artesanal, bem simples e barata...


Você vai precisar de:

  1. "Artemeira";
  2. Bomba aeradora;
  3. Luminária c/ lâmpada econômica;
  4. Difusor de ar (1 Entrada/2 Saídas), com controle de vazão;
  5. 1 termômetro submersível (se possível consiga uma ventosa para fixá-lo à parede do pet, internamente);
  6. 2 aquecedores de 1 Watts/Cd. (serão usados apenas no inverno);
  7. 15 cm de mangueira transparente para ligar o difusor de ar à bomba aeradora (comumente usada em aquarismo);
  8. 1 colher rasa de café de cistos de artêmia salina;
  9. 3 colheres de sopa cheias de sal-grosso (de churrasco, s/ iodo);
  10. 1 colher rasa de café de bicarbonato de sódio/litro d'água (isto deverá ser o suficiente para elevar o pH da água para 8,0);
  11. 2 litros de água descansada (isenta de cloro)
  12. 1 pedaço de meia-de-nylon feminina (para tampar a "artemeira");
  13. 1 pedaço de elástico de costura (para prender a meia-de-nylon à "artemeira");
  14. 1 puçá de nylon 077 fios, para coletas;
  15. Vasilha capaz de absorver o volume de água que cabe na "artemeira", no momento da coleta.

Sistema p/ eclosão de artêmias salinas

Como proceder:

  1. Posicione a "artemeira" num nível mais baixo que a bomba aeradora, para evitar curto-circuito, caso haja retorno de fluxo de ar/água pela mangueira, por exemplo, depois de falta de energia elétrica;
  2. Acople a mangueira que sai por baixo da "artemeira", numa das saídas do difusor de ar;
  3. Adicione água na "artemeira", até completar aproximadamente 3/4 de sua capacidade total;
  4. Adicione sal-grosso e bicarbonato de sódio;
  5. Ligue a bomba aeradora e regule o fluxo de ar no difusor, de forma a liberar um bom volume de ar para agitar a água, com bolhas grandes. Se for preciso abra um pouco a outra saída do difusor, para reduzir o nível de ruído da bomba aeradora e aliviar a pressão;
  6. Espere por aproximadamente 15 minutos e meça o pH e a temperatura da água. O pH deve estar na casa de 8,0 e a temperatura entre 27 e 30 °C;
  7. Quanto ao pH, se for preciso, adicione um pouco mais de bicarbonato de sódio, espere outros 15 minutos e faça nova medição de pH. Repita este processo, até chegar aos níveis ideais. E quanto a temperatura, introduza um ou dois aquecedor(es) submersível(is), se for preciso elevar a temperatura da água;
  8. Adicione os cistos de artêmias salinas;
  9. Cubra a boca da "artemeira" com um pedaço de meia-de-nylon feminina, com o elástico de costura;
  10. No período noturno, ascenda a luminária para estimular e acelerar a eclosão dos cistos.


Coleta e Oferta:

  1. 48 horas após, desligue a bomba aeradora;
  2. Desacople a mangueira do difusor, tampando sua ponta com o dedo;
  3. Abaixe a mangueira para um nível abaixo da "artemeira". Tire o dedo da mangueira e despeje a água salobra com os náuplios de artêmias, num puçá de nylon 077 fios. Abaixo do puçá, posicione uma vasilha capaz de absorver todo o líquido que está na "artemeira". Esta água salobra poderá ser reaproveitada, bem como os cistos que ainda não eclodiram;
  4. Observe que os náuplios de artêmias salinas se concentram na parte afunilada do pet invertido da "artemeira" (formato de "v") e na superfície da água, estão os cistos que não eclodiram. Deixe escoar boa parte da água... Quando estiver quase acabando, interrompa tampando a mangueira com o dedo, para não sugar os cistos que não eclodiram;
  5. Acople a mangueira novamente numa das saídas do difusor de ar;
  6. Leve o puçá de nylon 075 fios até uma torneira e deixe escoar água doce, bem suavemente, para lavar os náuplios, tirando o sal. Faça isto por 30/40 segundos, aproximadamente;
  7. Agora chacoalhe o pucá de nylon 077 fios num pote de água limpa, sem cloro;
  8. Com uma seringa sugue os náuplios de artêmias salinas e oferaça ao alevinos em quantidade suficiente para que sejam consumidos rapidamente e de forma pulverizada em vários pontos do aquário de crescimento/engorda. Se você estiver usando um pote transparente, coloque uma lanterna ligada em um dos lados e todos os náuplios seguirão em direção a luz, facilitando sua coleta com a seringa.

Coleta de náuplios de artêmias salinas com puça 075 fios

As artêmias salinas não sobrevivem muito tempo na água doce (aproximandamente 3 horas), portanto peque pela falta, mas jamais pelo excesso de alimentos no aquário dos alevinos.

Peixes adultos também podem consumir os náuplios, eles adoram caçar o que comem e é saudável oferecer alimentos vivos a eles, além da ração industrializada.

Se sobrar náuplios, você pode congelar, fazendo cubinhos congelados de náuplios, que podem ser raspados com uma colher e servidos aos peixes.

O ideal é você ajustar a quantidade de cistos a eclodir, para ter sempre náuplios fresquinhos para dar aos alevinos.

Você pode reaproveitar a água salobra por 4 ou 5 vezes (junto com os cistos que ainda não eclodiram). Depois disto, comece com água nova e jogue fora os cistos que não vingaram mesmo.

A cada reaproveitamento, adicione a sua porção padrão de cistos para eclodir, que se juntarão aos cistos que não eclodiram ainda.

Sugiro que mantenha 2 ou mais "artemeiras" eclodindo náuplios, começando o processo em dias subseqüentes, de forma a ter sempre náuplios de artêmias salinas todos os dias, uma vez que podem demorar até 48 horas para eclodir.

Em determinado momento eu eclodia muitos cistos de artêmias salinas e optei por usar sal para uso agropecuário (não mineralizado), pois acabava saindo bem mais barato comprar saco de 25 kilos, do que usar sal-grosso de churrasco. Funcionou da mesma forma, não observei alteração alguma no volume de cistos eclodidos. Fica registrada aqui, a minha experimentação. Se o seu volume justificar, é uma saída interessante.

Se você não está conseguindo eclodir cistos de artêmias salinas, comece desconfiando dos cistos que podem estar velhos, mofados ou serem de baixa qualidade.

Procure adquirí-los de fornecedores idôneos e mantê-los em embalagens bem vedadas, em local seco.

Como reproduzir bettas

Ora bem vamos lá acabar com as dúvidas e incertezas sobre como criar Bettas.

È muito fácil e vou-vos explicar o que fazer desde a compra do casal na loja, a postura e a alimentação dos juvenis.

È fácil, na loja da especialidade comprem as espécies que sejam mais mexidos, mais vivos, comprem sempre os que forem maiores, um betta grande será um betta já adulto e naturalmente estará pronto para se reproduzir, isto serve também para as fêmeas.

Pronto já temos o casal agora temos de os acondicionar, para isso vamos separar o casal, o que eu costumo fazer é mete-los em aqua’s daqueles de plástico que se compram nas lojas que levam cerca de 2 litros de agua que têm uma tampa e tudo o que é preciso para impedir que os bettas saltem para fora.

Convêm terem os aqua’s aquecidos, coisa que não é fácil eu próprio não consigo aquecer os aqua’s de 2L por isso o que eu faço é mete-los em cima do caixilho de um outro aqua que eu tenho comunitário de 450L, tem é um problema é que de noite acaba a agua por arrefecer, visto as luzes estarem desligadas, mas não tem assim muito mal se for feito no verão, a temperatura baixa mas nada de grave para os peixes.

Eu tenho os peixes desta maneira:

Então vocês trazem o casalinho para casa e acomodam-no assim, este processo vai levar 2 semanas, a primeira vocês impedem a visão um do outro com uma folha ou qualquer coisa entre os aqua’s, depois na 2º semana tiram a folha e deixam que eles se vejam.

Agora em termos de comida, basicamente é tudo o que eles comerem na quantidade que comerem, vocês basicamente têm que lhes dar tudo o que tiverem em casa para peixes e que os bettas comam claro.

Eu o que lhes dou é tudo congelado, 3 vivas para a comida congelada, claro que se conseguirem arranjar comida viva então ai ainda melhor, mas o que eu faço é em porções pequeninas que eles comam rápido, dou-lhe larva vermelha, artémia e uma vez que tenho discos e tenho uma mistura de discos acabo por lhes dar também essa mistura que eles adoram. Então primeira semana a dar-lhes comida com fartura, não vale a pena estar a encher o aqua de comida que fique ali dum dia para o outro que só estraga a agua e é comida fora, por isso varias vezes mas varias vezes mesmo, é estar sempre a dar de comida, desde que eles comam é dar-lhes de comer, e variar.

Acaba a primeira semana tiram a folha que separa os aqua’s e deixam que eles se vejam, mas continuar sempre a fazer o mesmo, comida e mais comida sempre em pequenas proporções nada de estar a dar cabo da agua não quero dizer com isto que fiquem com medo de dar de comer ate porque a agua onde eles estão não vai servir depois para nada.

Há, mais uma coisa não precisam de ter aqua’s como eu falei, apenas os mencionei porque é o que eu tenho e são de facto mais práticos mas dois garrafões de 5 litros cortados com os bettas lá dentro também serve de aqua de acondicionamento.

Uma das coisas que vão reparar no meio disto tudo vai ser que a fêmea a principio não vai estar ao pé da parede do aqua do macho, e ás tantas até se assusta com os avanços deste, e anda ali feito F1 (o carro de corridas), mas há medida que o tempo passa vão ver que ela vai deixar de fugir e vai estar mais tempo ao pé do lado do aqua do macho, vai ficar com um pontinho branco entre as barbatanas anais, e que vai estar também de cabeça para baixo quando o macho se fizer a ela, tudo sinal de que está a ficar pronta e que está receptiva, ás tantas, dependendo da cor da fêmea pode-se notar com mais facilidade ou não, que lhe aparecem umas riscas verticais no corpo.

Aqui está uma foto do tal ponto branco:

É de salientar que uma fêmea adulta tem sempre ovos, mas para que a postura possa ter a maior quantidade possível de ovos, e é basicamente para isso que serve o acondicionamento, é que lhes andamos a alimentar desta maneira. Verão então que a fêmea está a ficar mais cheiinha, mesmo quando acordam e a vão ver sabendo que já comeu à umas horas, reparam que ela está de facto mais cheiinha. Isto é óptimo afinal o que se está a querer agora é que eles tenham o maior numero de crias possível. Não esquecer o macho que também terá de ser bem alimentado visto que alem do esforço que terá em construir o ninho de andar atrás da fêmea e tudo mais, ira ficar coisa de 3 a 4 dias sem comer que será a altura em que estará a cuidar das crias.

Bem vamos então tratar do aqua de cria, neste aqua não se deita comida aos adultos, eles apenas iram para lá para tratar dos ovos e mais nada, este é um aqua onde vocês iram alimentar as crias incrivelmente pequeninas e que vão precisar do aqua o mais limpinho possível pois ele já se ira sujar muito com a alimentação dos juvenis, e não esquecer que aqui nesta fase a comida e a agua é tudo.

Então estão a 1 dia de mudar o casal para o aqua de cria, há que prepara-lo. Isto também é fácil e não é nenhum bicho de 7 cabeças. Basicamente têm de arranjar um aqua maior o que eu uso é um de 8 litros, com cerca de 30cm de comprimento e 20 de largura, podíamos estar a fazer isto num aqua maior mas tendo em conta o tamanho dos juvenis a quantidade de comida que teríamos de colocar para que eles a encontrassem, num aqua maior ter de ser bastante mais e a qualidade da agua iria sofrer por isso.

Pronto já temos um aqua jeitoso, agora é encher o aqua com uns 9, 10 cm de agua de preferência do vosso outro aqua uma vez que já será agua envelhecida mas se não tiverem também não tem mal, metam agua da torneira é por isso que também está a ser preparado um dia antes. Agora terão de colocar uma quantidade jeitosa de plantas no aqua, das flutuantes é óptimo mas qualquer uma que não seja rija e que se amanhe bem sem estar fixa a areão poderá ser colocada, não abusem visto que o betta tem mais dificuldade em se mexer pelo meio das plantas que a fêmea o que acaba por ser bom para esta para se esconder mas nada de abusos.

Aqui está uma foto de como poderão fazer:

Não esquecer o aquecedor, e uma pedra difusora colocada de preferência debaixo da resistência. A temperatura devera estar entre os 27º e os 29º, qualquer um deste funciona desde que seja estável. Dai vocês ainda terem um dia para testar isto como a quantidade de agua é pouca o aquecedor vai aquecer a agua bem rápido, convêm ter um termómetro dentro do aqua mesmo na agua para ter a certeza da temperatura, terão de marcar muito menos no aquecer do que querem na realidade por a quantidade de agua ser mesmo muito pouca, têm tempo para ver disto por isso tratem do assunto, a temperatura desde que estabilize está óptimo, o ar podem ligar entretanto para se espalhar o calor mais depressa mas depois terão de ver a temperatura da agua com o ar desligado e ver se estabilizou ou não.

Maravilha já está quase não custou nada e isto já está quase no fim ninguém perdeu a cabeça e ás tantas já não saberão o que fazer com tanto bettinha heheh.

Bem chegou o dia de os mudar, não se esqueçam que terão de aquecer primeiro os aqua’s onde estão os bettas agora, toca de ligar as luzes do aqua maior onde estão os bettas para aquecer o dos bettas ou então coloquem-nos dentro do aqua maior para aquecerem na agua, cuidado com isto têm de estar sempre com um olho neles ou então tirar a tampa dos aqua’s de 2L, porque se estes se afundam e os bettas não tiverem como sair acabam por morrer afogados, heheh tem piada peixe morrer afogado mas como já devem saber os bettas são da família dos peixes labirinto, isto é uns saquinhos que têm na parte superior da cabeça que usam para respirar, os Bettas respiram mesmo ar dai estarem sempre a vir à superfície colher bolhinhas de ar.

Bem estando ambos os aqua’s à mesma temperatura, podem então passar o macho para o aqua de cria. A fêmea ira a seguir mas não a vamos colocar no aqua assim sem mais nem menos, até porque o macho depois de ter estado uma semana inteira a olhar para ela e a ser bem alimentado deve estar cheio de fumeca da fêmea e será concerteza agressivo, tudo bem não tem mal mas isto será apenas o choque inicial, ora bem com estes ataques todos o melhor a fazer será proteger a fêmea até porque não será coloca-la no aqua de cria e pimba siga fazer bettinhas a coisa ainda demora um bocadinho. Então a melhor maneira será colocar a fêmea num copo ou qualquer coisa que deixe o macho ver a fêmea mas que a proteja das investidas dele, a fêmea ira fugir um pouco ou talvez não, até porque já esteve uma semana inteira a velo, em que já se deixava estar à beira do aqua dele sem fugir. Eu uso uma chaminé daqueles candeeiros antigos a petróleo:

Isto é bom porque é fácil de colocar e de depois se retirar do aqua sem estar a fazer grandes espalhafatos.

Então temos a Fêmea dentro da chaminé o macho a investir nela, mas esta em segurança.

Bem digo-vos desde já que a partir de agora terão de ter paciência, lembrem-se das 2 semanas que já estão à espera, e lembrem-se dos 2 meses que viram de fazer comida e tratar de agua e de fazer mais comida, e fazer mais comida e ainda de fazer mais comida praticamente todos os dias por isso calma, quem já esperou até agora e sabe o que ainda o espera pode ter mais calma né verdade J

Bem então o macho anda por ali a investir, isto ainda demorará uns tempinhos por isso nada de pressas

Vão ver um filme ou coisa que o valha que têm tempo, depois e de preferência o macho já começou a fazer o ninho enquanto a fêmea está dentro da chaminé, se passado umas horas ele ainda não começou a fazer o ninho então a de o fazer mais tarde e vocês tiram então a chaminé fora do aqua.

O macho vai andar atrás da fêmea vai morder-lhe vai uma série de coisas mas não se esqueçam da espécie que estamos a falar é mesmo assim. Daí também ser bom a tal semaninha de conhecimento que eles têm no acondicionamento.

Bom agora e depois de uns tempos à bulha e de a fêmea andar a fugir, o macho deve começar ou se já estava a fazer vai continuar a fazer o ninho de bolhas, isto é uma tarefa que demora ainda umas horinhas por isso nada de pressas nem de desesperos, o casal destas fotos que vos estou a mostrar, foram colocados no aqua de cria ás 18:00 de 6ª feira e só começaram a por os ovos no Sábado ás 14:00 por isso é ter calma e nada de desesperos nem de pensar que afinal não vai dar e tirar a fêmea e cenas do género.

Enfim agora é mesmo esperar, ide dormir, ver um filme qualquer coisa que tanto pode ser logo mesmo ali naquele instante ou pode demorar ainda um bom bocado por isso calma e paciência.

Depois quando eles começarem no tal abraço é uma alegria velos e tudo o que lemos sobre o abraço e a fêmea libertar os ovos e o macho a fecundalos, é tudo verdade e estamos a ver com os próprios olhos é lindo. Nada de sustos com a fêmea, esta depois de o macho a largar do abraço, ela flutua para a superfície e fica como que atordoada mas é apenas por uns segundinhos e depois acorda para ir também procurar os ovos que caíram e se tiverem sorte coloca-los no ninho se não é mesmo para os comer, normalmente não encontra nenhum visto que o macho é rápido e apanha-os todos com a boca e cospe-os depois no ninho.

No fim a fêmea terá de ser retirada, o macho afasta-a do ninho e esta esconde-se nas plantas no canto oposto, qualquer coisa assim dá para ver que já não tem mais ovinhos. Os ovos são branquinhos, pequeninos, tipo 1mm nem tanto.

Depois de retirada a fêmea do aqua de cria então é coloca-la de volta no aqua de 2L de preferência já limpo e com água nova, e fazer o mesmo que foi feito nas semanas de acondicionamento, alimenta-la bem durante uma semana e está como nova ai puderam coloca-la no aqua comunitário onde estará mais feliz J

O Resultado final será um aqua de cria cheio de ovinhos no ninho e o macho a ver deles, se cai algum para o colocar de novo no ninho:

Os pontinhos vermelhos são ovos por isso agora é só verem a quantidade que lá está, eles ficam amontoados uns em cima dos outros e tornam a parte do ninho onde estão mais branca.

Agora meus amigos é esperar.

1 dia…….

2 dias……

Qui Sá mesmo 3 dias é normal nada de freaks.

Ok maravilha já temos os Bettinhas eclodidos weeeee J

São altamente pequeninos, são uma porrada de pontinhos com cauda, coisa de 2mm, o macho ainda os apanha quando caiem e coloca-os no ninho, eles iram ficar uns dois dias colados ao ninho e o nadar será o verticalmente de volta ao ninho, ás tantas já os juvenis nadam horizontalmente o que será uma boa altura para retirar o macho do aqua de cria, coloca-lo de novo no aqua de 2L e fazer o mesmo que se fez com a fêmea, nesta altura ligamos o ar na pedra difusora com um borbulhar muito leve.

Os Bettinhas agarrados ao ninho.

Bettinhas já a nadarem horizontalmente.

Temos agora uns juvenis que andam feitos doidos à procura de comida, como são incrivelmente pequenos, eles vão comer infusória que é uns bicharocos microscópicos que aparecem com as plantas dai o ter uma quantidade jeitosa de plantas verdadeiras ser bom a vários níveis. Temos também uma comida líquida que se vende nas lojas da especialidade, esta comida é boa porque é líquida e ajuda a criar a infusória. Eu uso esta marca (JBL Nobil Fluid), é uma comida líquida com a qual me tenho dado bem.

Durante as primeiras 2 semanas darão apenas a comida líquida algumas gotinhas, não se esqueçam que mesmo assim ainda é muita água por isso é preciso deitar uma quantidade ainda jeitosa de gotas, não abusar na quantidade e deitar varias vezes ao dia.

A água irá ficar um nojo, mesmo suja, visto de fora porque a comida líquida irá criar uma camada de porcaria que se irá agarrar no vidro. Mas se virem depois por cima a agua não está suja só mesmo as paredes. Eu não costumo tirar água nesta altura, as duas primeiras semanas não mexo na água, apenas dou a comida líquida.

Passadas as duas primeiras semanas então começo a mudar a agua um bocado todos os dias, de preferência aspirando a porcaria que a comida liquida ao longo de duas semanas tem vindo a formar. A água é para ir mudando sempre, para terem uma ideia na terceira semana mudam todos os dias e a partir dai podem passara mudar dia sim, dia não.

Depois da 2 semana começam a dar em conjunto com a comida liquida, a artémia viva recém eclodida, se virem que eles não a comem então não vale a pena estarem a deitar mais artémia e tentem sim no outro dia, têm de se amanhar com isto e organizar bem como vão fazer porque a artémia como devem calcular terá de ser em pequeninas quantidades por isso não vale a pena estar a fazer eclodir muita artémia que eles não vão comer tudo num dia e depois deixam de ter boca para a comer, não esquecer que a artémia tem todas as proteínas e tudo o mais dentro das primeiras horas de vida. O ideal seria mesmo 1 dia sua artémia recém eclodida, mas podemos fazer uma levada de artémia para cada 2 dias por isso se vocês fazem artémia hoje, amanhã e depois terão artémia, só tornarão a fazer depois de amanhã quando estiverem a dar a ultima artémia que tiverem, dão o que resta e fazem logo mais para os dois dias seguintes. Quando todos os juvenis já comerem artémia então podem parar de dar a comida líquida.

Passadas as duas primeiras semanas é altura de se sentirem bem pois o pior já passou, os que sobreviveram estarão agora com um tamanho bem mais apresentável continuam a dar a artémia, não esquecer as mudas de água.

A partir da 3ª semana já se pode começar a pensar em dar comida congelada, terão como devem calcular que triturar bem a comida, para isso o que podem fazer é agarrar num quadradinho de larva vermelha e mete-lo num copo com um bocadinho pouco mesmo de água, e depois meter lá a varinha magica e triturar bem tudo. Deixem depois acentar e tirem com uma palhinha ou assim o liquido que ficar por cima o que nos interessa é mesmo a larva feita em pedacinhos e nada de sumo de larva que só irá sujar a água. Agora é irem por tentativas com calma e sem abusos, coloquem um bocadinho mas bocadinho mesmo de larva vermelha no aqua e vejam se eles comem se comerem tudo bem se não terão de aspirar a larva para não estar ali a estragar a água, e claro tentar no dia seguinte e por ai fora. Eu como já tinha dito tenho discos e a mistura destes vim a descobrir que é muito boa para os pequeninos e que eles a comem muito bem, porque ésta comida vai-se desfazendo. Uma outra que encontrei que é mesmo muito bom é coração de boi, aquilo compra-se nas lojas da especialidade, não sei se é bem coração de boi mas é assim que se chama, tem um tom alaranjado e na água quando os peixes o mordem aquilo desfaz-se mesmo tudo quase em pó.

Quando finalmente eles começarem a aceitar a larva então ai está na altura de fazer o mesmo com o resto das comidas congeladas que têm, afinal isto de artémia todos os dias também cança J

A partir da 4 semana ou talvez mais cedo se virem que os juvenis estão a ficar grandinhos, podem por cada 2cm de agua que tirarem colocar mais 1cm e ir assim enchendo o aqua de cria.

E pronto quando os macho se começarem a diferenciar das fêmeas estará na altura de os separar visto que não tarda estarão à bulha uns com os outros, é preferível separa-los mais cedo do que ter machos com as barbatanas todas feitas num 8.

Para isto e agora vem uma parte até com um bocado de piada, vão ter de separar todos os machos que encontrarem, alguns não se notam se são machos ou não mas é como disse mais vale separa-los agora e vir a descobrir que afinal era uma fêmea do que ter barbatanas num 8, por vezes as fêmeas também têm de ser separadas.

Agora será a altura em que vocês terão copinhos e mais copinhos e recipientes e tudo e mais alguma coisa espalhados pela casa fora com betinhas lá dentro J

É muito importante a qualidade da água nesta altura pois vai determinar a saúde do peixe, tal como ter a agua minimamente quente, por isso nada de correntes de ar, ares condicionados direccionados para os peixes e tudo mais.

Agora parabéns e boa sorte em se verem livres de tanto peixe, não esquecer que se a coisa for bem feita e consoante o acondicionamento da fêmea e uma série de atenuantes, vocês puderam ter agora em casa uma coisa como umas centenas de peixinhos, 100, 200 e com algum azar até 300 betinhas.

Uma coisa que se pode fazer é comprar daqueles copos grandes de plástico de cerveja e colocar aí os bettinhas, digo eu.

Bem espero que tenha sido uma explicação fácil e que todos tenham sido bem sucedidos na criação dos vossos bettas.

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